terça-feira, 4 de novembro de 2008


Fiz este Blog para que vocês possam ficar sempre atualizadas com informações referentes a Dança, história, textos, o resgate do feminino, deusas. Também postarei aqui novidades sobre as aulas, cursos, workshops, eventos e as coreografias dadas em aula...O Blog será atualizado toda segunda-feira. Aproveitem tudo que ele tem para oferecer!!!


A DEUSA MÃE E AS DIVINDADES OLÍMPICAS

As primeiras representações femininas, conhecidas por "Vênus paleolíticas", datam aproximadamente de 30000 a.C. Encontradas em cavernas e em abrigos de caçadores-coletores, elas possuem formas bastante opulentas, que valorizam os seios, as nádegas e o ventre — atributos que as distinguem como representações da Deusa Mãe. Esta, no Paleolítico e início do Neolítico, era a representação da Natureza vista como um todo, abarcando a terra, as matas, os rios, os animais, e tudo o que cerca o homem e sua vida.
Com a sedentarização do homem durante o Neolítico Médio e o advento da cerealicultura e da domesticação de animais, a Deusa Mãe passou a representar mais especificamente a terra fecunda na qual o homem trabalhava/semeava e da qual retirava tudo o que necessitava. Com algumas alterações na representação (mais "esbelta") a figura feminina ainda ocupava o lugar de destaque e recebia todas as honras, e como Senhora da fertilidade e da fecundidade ela ainda reinava. Com o correr dos milênios, a imagem da Deusa ganhou novos atributos, e foi associada a a diversos animais e a outras funções. Em Creta, por exemplo, entre 1700 e 1400 a.C., ela aparecia junto de serpentes e do touro, e suas festas e ritos propiciatórios eram ligados à terra e aos ciclos da natureza.
Com a expansão das tribos guerreiras do continente, as culturas matrilineares (cerealicultores e pastores, geralmente) foram conquistadas por eles, e um Deus Macho e guerreiro dominou o panteão. A Deusa, então, assumiu o papel de mãe, esposa ou filha dele... Mas, apesar da religião oficial dar prioridade ao Deus, a Deusa (agora multiplicada e subdividida em muitas) ainda recebia um culto ostensivo, embora paralelo. A cidade continuou um espaço des homens e Deuses machos; já o interior da casa, o campo, as matas e/ou as áreas limítrofes entre o civilizado e o selvagem, eram dominados pela Deusa Mãe em suas muitas faces: Afrodite, Deméter, Ártemis, entre outras. A cada uma delas coube uma área, uma parcela do domínio da antiga Deusa Mãe.

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